imagem mostra um computador que estaria dirigindo um veiculo para ilustrar conteudo sobre veiculo autonomo e a demora para chegar no brasil

Veículo autônomo no Brasil? Saiba por que vamos demorar a acessá-lo

Diferentemente do que alguns especialistas vinham especulando nos últimos anos, o mundo está a quilômetros de distância da total automação automobilística. E para falar a verdade, ainda que estejamos evoluindo a passos largos, os condutores terão um longo processo de adaptação pela frente, a partir do dia em que eles forem senso comum.

Aliás, não são apenas as pessoas que precisam acostumar-se com a chegada dos carros autônomos às ruas. Antes de tudo, há questões atreladas aos aspectos tecnológicos (inteligência artificial e 5G) e burocráticos (legislação) desta inovação, que precisarão ser resolvidas.

O que são veículos autônomos e quando começamos a ouvir falar neles?

A história nos conta que os rumores sobre o nascimento dos primeiros modelos datam de 1920. De fato, o que existiu foi um protótipo à frente do seu tempo, conduzido por ondas de rádio, ainda muito distante da segurança necessária para rodar pelas estradas.

Somente nos anos 80 iniciou-se a consolidação do conceito de um veículo que pode ser guiado sem nenhum tipo de intervenção humana. O NavLab1 atingia uma velocidade máxima de 32 km/h. Ainda que não fossem tão velozes, as descobertas naquele tempo abriram precedentes para tudo o que estamos vivendo na atualidade.

Os veículos autônomos do futuro estão sendo projetados para isto: tornarem-se máquinas capazes de transportar pessoas e objetos, sem que seja necessária qualquer influência de um motorista, nem mesmo em um nível de supervisão.

Todavia, os testes de hoje demonstram, através de ensaios autorizados em algumas localidades – como a Califórnia, nos Estados Unidos e Talin, na Estônia -, um pouco do que está por vir em um futuro (ainda não temos certeza se próximo ou distante).

Como funcionará um veículo autônomo?

imaegm ilustra conteudo que fala sobre o 55 no funcionamento de um veiculo autonomo

O ponto de partida requer a utilização de cinco itens primordiais: inteligência artificial (IA), câmeras, sensores, GPS e uma central de comando.

Depois de tudo isso, uma boa recepção e a agilidade da internet serão fundamentais.

Basicamente, o veículo autônomo se comunicará com os demais usuários das vias e reagirá a tudo o que estiver no entorno (desde a sinalização de trânsito, até um possível buraco que exista na pista). Os responsáveis por essa sensibilidade são sensores espalhados por toda a lataria. Já a tomada de decisão ficará a cargo da IA.

5G será o pontapé inicial para a independência dos veículos

É a possibilidade de ter uma internet de ultra velocidade e de alta qualidade nas ruas, avenidas e estradas, que tornará os veículos autônomos realmente eficientes e de acordo com suas propostas.

Um carro conectado com todo o sistema de tráfego, desde os carros que encontram-se no mesmo ambiente, até os objetos como semáforos e sinalizações, tornará possível a leitura de um livro, a compra de um item pela internet através de seu smartphone e as conversas em aplicativos de mensagens, sem a preocupação com o que acontece no trânsito.

Estamos distantes disso? Bem, veja a seguir as classificações que reunimos.

Engenheiros já definiram graus de autonomia para os carros

imagem para ilustrar conteudo que fala sobre como funcionara um veiculo autonomo

As fabricantes mundo afora já estão atentas aos movimentos do mercado, e logo veremos diferentes opções, uma mais inovadora do que a outra. Enquanto isso não acontece, algumas classificações começaram a surgir, para identificar e categorizar a inteligência que já podemos encontrar no mercado e diferenciá-la daquela em fase de desenvolvimento e maturação .

A Sociedade dos Engenheiros de Automóveis (SAE International) criou uma escala que vai de 0 até 5, a qual iremos pontuar agora para você. Veja:

Grau 0 – Zero autonomia

No Brasil, a produção de veículos aos poucos começa a implementar algum recurso inteligente. Entretanto, grande parte deles não apresenta qualquer solução que vá neste sentido, o que reforça ainda mais a percepção distante de termos acesso a um veículo autônomo.

Grau 1 – Uma ajuda para o motorista

O primeiro degrau já foi ultrapassado. O nível 1, proposto pela SAE International, diz respeito aos carros que possuem assistentes com piloto automático (cruise control), ou a opção de adotar diferentes modos de condução.

Um exemplo de marca que oferece opções que encontram-se neste nível de automação, e está presente no mercado brasileiro, é a Hyundai. O ix35, por exemplo, disponibiliza aos seus proprietários o auxílio do Auto Cruise Control, assim como a versão GLS do New Tucson. Já o New Azera dispõe de piloto automático com sensor ativo de distância. 

Você consegue conferir esses três carros e viver a sua primeira experiência com o nível 1 de automação, em uma das lojas da Geração Hyundai, em Santa Catarina. Basta agendar um test drive.

Grau 2 – Mapeamento passivo

Ainda que detecte objetos no entorno do veículo, a inteligência dos sensores não vai além da mera constatação. 

Além disso, o carro até consegue assumir o comando dos pedais e do volante, porém com ressalvas e limitações. 

O principal ponto aqui é deixar claro aos motoristas que não é possível desligar-se do tráfego e que o carro pode manter uma direção, mas precisará de intervenção humana para não gerar riscos.

Grau 3 – Automação condicional

O caminho para a automação total já começou. Multinacionais como a Google e a Uber já testam suas próprias versões. Porém, o acidente fatal que ocorreu em um carro desta última em 2018, mesmo com uma motorista de segurança dentro dele, comprova que ainda há muito o que evoluir.

Aqui o carro dirige sozinho, mas exige atenção, principalmente em locais onde há probabilidade de ocorrerem situações adversas.

Grau 4 – Uma “quase autonomia”

O veículo classificado no nível 4 já possui inteligência artificial, sendo capaz de “tomar decisões”, permitindo aos seus ocupantes o quase completo relaxamento. Entretanto, irão existir situações nas quais a mão humana será necessária.

A principal preocupação, conforme os engenheiros preveem, é o clima e suas intempéries difíceis de prever.

Grau 5 – Completa independência

Não chegamos ainda neste nível mais alto de automação, em nenhum lugar do globo terrestre. Os carros que estiverem neste patamar, além de segurança, irão fornecer muito conforto e praticidade, já que se tornarão ambientes para socializar e realizar atividades que otimizam o tempo. 

O tráfego intenso das rodovias e os engarrafamentos não mais serão fatores de estresse, já que será viável conectar uma chamada de vídeo para uma reunião importante de trabalho, fazer uma entrevista de emprego, ou qualquer outra atividade que não exija o fator presencial, literalmente de qualquer lugar.

O Brasil ainda está longe de disponibilizar carros totalmente autônomos no mercado automobilístico

imagem de uma mao na janela sem tocar na direcao para ilustrar conteudo que fala porque o brasil tera demora ao disponibilizar o veiculo autonomo para a populacao

O Brasil esbarra em sérios problemas de infraestrutura viária e tecnológica, além de falta de interesse das autoridades públicas, para tornar possível esse upgrade no cotidiano. 

Conforme o Índice de Prontidão Para Veículos Autônomos, atualizado em 2020, estamos no fim da lista, com a reputação de sermos o país menos preparado.

Ou seja, ao que tudo indica, é provável que existam atrasos significativos se comparados com as demais regiões do mundo.

Por que os veículos autônomos serão tão importantes no futuro?

Estatisticamente falando, a intenção é erradicar um dos maiores males do mundo: os acidentes de trânsito. 

Com carros autônomos e um tráfego mais inteligente e conectado, será possível organizar o fluxo de veículos e eliminar a imperícia e a imprudência.

Gostaria de atualizar-se sobre as principais novidades no universo automobilístico? Então, acesse agora mesmo o blog da Geração Hyundai e fique por dentro.

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